O Campeonato Brasileiro de League of Legends abriu a temporada de 2016 com muitas tretas e discussões. Depois do caso de aliciamento do suporte Caio “Loop” Almeida por parte da paiN Gaming, cinco organizações brasileiras de eSport ameaçaram não participar do campeonato oficial da Riot Games neste ano até que o estúdio investigue e tome providências quanto a relação de administração entre as equipes INTZ e Red Canids.

A decisão de boicote foi tomada na noite desta quinta-feira (7) em uma reunião no MAX5 Invitational de Counter-Strike: Global Offensive. Participaram desse encontro o diretor sênior de eSports da Riot Games, Fabio Massuda, e a cúpula administrativa das equipes CNB e-Sports Club, Keyd Stars, paiN Gaming, KaBuM! e g3nerationX. Eles dizem que "estão indispostos a participar do CBLoL até que o caso INTZ e Red Canids seja investigado e os envolvidos, punidos."

Entenda a relação entre as equipes

Para entender a situação, precisamos voltar para maio de 2015. A Riot Games anunciou, ainda na temporada do ano passado, que as organizações brasileiras de eSport só poderiam ter uma equipe inscrita no Campeonato Brasileiro a partir de 2016. Isso entregava uma janela de seis meses para os times acertarem suas formações para se adequar à nova regra.

INTZ Red ainda participando da BRMA 2015

A Keyd Stars, que tinha a Keyd Warriors no torneio, optou por vender a equipe para a g3nerationX, enquanto a KaBuM! mesclou as duas equipes irmãs (Black e Orange). A INTZ, no entanto, desvinculou a INTZ Red da organização, esta que se originou Red Canids.

Mas, segundo uma apuração publicada pelo Omelete e pelo myCNB na noite de ontem, a administração da Red Canids é feita pela namorada e pelo filho do próprio dono da INTZ. A sede, inclusive, está situada no mesmo local, mas em salas separadas.

A situação da INTZ e da Red Canids não contraria as regras divulgadas pela Riot Games ainda em maio de 2015. Segundo o texto do estúdio, “cada organização não poderá ter mais de uma equipe de League of Legends a partir da próxima temporada”. Ela ainda complementa que “as novas equipes devem ter nome, CNPJ e sócios diferentes da antiga organização”.

No entanto, as organizações se baseiam nas regras das ligas estrangeiras da Riot Games para criticar a situação entre as duas organizações. Lá fora, o regulamento proíbe que dois times no campeonato oficial tenham administrações com qualquer tipo de afiliação entre elas.

Na apuração feita pelo Omelete, o diretor da g3nerationX, Alexandre Gaules Borba, divulgou e-mails em que o estúdio não citava nenhum representante da Red Canids, mostrando que a própria Riot Games sabia que a administração era muito próxima.

Por meio da página da INTZ no Facebook, o sócio e vice-presidente da organização Lucas Almeida comentou que "a alteração do quadro societário e a renomeação da equipe INTZ Red para o clube Red Canids se deu dentro da nova regra". Ele complementa que "prova disso é a Riot atestar formalmente tanto para o INTZ como para a comunidade (via seus representantes legais) que o processo de transação da equipe INTZ Red e RED Canids é legítimo."

Dada a situação, os cinco times se reuniram para pedir um posicionamento do estúdio sobre o caso, cobrando também uma punição aos envolvidos nessa relação estreita de administração. O CBLoL 2016 ainda não conta com uma data oficial para começar as suas atividades, mas é possível que toda essa situação atrase um pouco mais os planos para esquentar o eSport brasileiro neste ano.

Atualização: uma conversa divulgada ainda nessa sexta-feira (8) aponta que a administração da INTZ teria "bolado um plano" com a própria Riot Games para inscrever a Red Canids no CBLoL 2016. Confira mais informações na matéria do Tecmundo Games.

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