Os ventos não sopram tão bem para os lados da Crytek. A gigante, que sempre entregou engines voltadas ao primor técnico, encerrou nada menos que cinco de seus estúdios. Filiais em Istambul, Budapeste, Sofia, Seoul e Xangai fecharam as portas nesta semana.

“Passar por transições assim está longe de ser fácil, e sinceramente gostaríamos de agradecer cada membro do staff – passado e presente – por seu duro trabalho e comprometimento com a Crytek”, disse Avni Yerli, chefe da empresa, que tem títulos como Ryse: Son of Rome e Crysis no currículo.

E a CryEngine?

Segue firme e forte, de acordo com a companhia. “Essas mudanças são parte dos passos essenciais que estamos tomando para assegurar que a [engine] Crytek seja um negócio saudável e sustentável que segue seu caminho na indústria. As razões para isso foram comunicadas internamente ao longo do caminho. Nosso foco está agora nas forças que estabeleceram a Crytek – tecnologia de ponta, desenvolvimento inovador, viável, primado ao sucesso”, escreveu a empresa em nota.

Os últimos projetos da Crytek são Robinson: The Journey e The Climb para realidade virtual. Para quem não se lembra, o primeiro Far Cry também foi concebido pela Crytek com o ambicioso motor CryEngine. Posteriormente, a franquia ficou 100% nas mãos da Ubisoft. Fato: a Crytek tem estado meio “sumida” do mercado de blockbusters, e resta torcer para que esse novo posicionamento da marca não a coloque em xeque – há gigantes querendo abocanhar essa fatia. O que você acha? Conte para nós na seção destinada aos comentários, logo adiante.