Por padrão, se você quer produzir para o Xbox One e PlayStation 4, é preciso ter um kit de desenvolvimento das plataformas para fazer os jogos e testá-los. Como é de praxe, o Project Scorpio segue a mesma linha e a Microsoft já distribuiu alguns dev kits para várias produtoras. Se você achou o Scorpio um monstro, ficará ainda mais embasbacado com a sua versão de desenvolvimento.

A máquina que está nas mãos das desenvolvedoras é razoavelmente mais potente. Em vez de 40 unidades computacionais, o kit tem 44 e oferece 6,6 teraflops de performance. Além disso, o “console” tem um SSD de 1 TB combinado com um HDD de 1 TB e o dobro de memória RAM. Sim, o dobro. Ou seja, são 24 GB de RAM.

Por que mais poderoso?

Ok, claramente a Microsoft não trará tudo isso no Scorpio, então por que oferecer uma máquina muito mais potente aos desenvolvedores? Basicamente, se os desenvolvedores se restringem demais para entregar a performance desejada, o game pode ficar aquém de seu potencial. Além disso, é muito difícil calibrar a dose de recursos com potência menor.

Dev kit do Project Scorpio

Em outras palavras: é mais fácil oferecer ainda mais e ver o que se extrai disso, pois o processo de “capar” o jogo é muito mais fácil do que encaixá-lo diretamente nas especificações finais. Como mencionamos ontem, Forza 6 Apex com Ultra Settings roda a 4K e 60 fps no Scorpio, mas o ultra gasta recursos desnecessários, como carros com contagem máxima de polígonos mesmo longe das câmeras.

Portanto, se a equipe tem 24 GB e utiliza apenas 8 GB, maravilha, o objetivo foi cumprido. Mas se ela tem 24 GB e utiliza 13 GB, é mais fácil eliminar recursos pesados a partir daí; tudo para não limitar o desenvolvimento. Para completar, você ainda confere uma foto oficial da aparência do kit de desenvolvimento acima, que conta com um painel LED para medir taxa de fps e uma velocidade de transferência entre o PC e o console muito rápida, capaz de transferir 100 GBs em alguns minutos, tudo para facilitar a vida do desenvolvedor.