O sistema anti-cheat de Battlefield 1 começou a sofrer diversas críticas esta semana após a publicação no Reddit de relatos  de jogadores que se dizem banidos injustamente por ele. Segundo o consumidor identificado como kl-Spazmo, o serviço FairFight costuma punir pessoas por considerá-las “boas demais” nas partidas online.

Embora a ferramenta seja elogiada por muitos jogadores acostumados a ambientes online repletos de trapaceiros, aparentemente ela não está imune a “falsos-positivos”. Segundo kl-Spazmo, essa foi a primeira punição que ele recebeu após dedicar mais de 2,8 mil horas aos jogos da série Battlefield.

“Para mim esse banimento temporário foi suficiente para me motivar a gravar tudo o que aconteceria após a suspensão passar. E foi isso que eu fiz”, afirmou o jogador ao relatar o banimento de uma semana que ele recebeu em dezembro de 2016. Ele foi banido permanentemente em janeiro deste ano e relatou que suas tentativas de contato com a EA foram infrutíferas.

Diante disso, ele conversou com o produtor Ali Hasson, que se comprometeu a investigar o assunto. Embora seja cedo para dizer se kl-Spazmo usou ou não cheater, é preciso levar em consideração que o FairFight fez o banimento baseado nas estatísticas do jogador e não a partir da detecção do uso de ferramentas externas — o que aumenta as chances de que ele tenha sido punido por ser “bom demais”.

O jogador afirma ter gravações de gameplay e de sua webcam que provam que ele não estava trapaceando quando foi banido. Apesar de ele já ter ganhado novamente acesso ao jogo, suas ações despertaram reações entre diversos outros consumidores que afirmaram ter passado por situações semelhantes — muitos deles estando inclusive estando envolvidos no cenário competitivo da série.