No Man’s Sky é talvez uma das propostas mais ambiciosas dos últimos tempos, ao menos no que diz respeito ao fator exploração, praticamente infinito. A Hello Games disse que o game sci-fi terá nada menos que 18 “quintilhões” de planetas e que o jogador levaria “bilhões de anos” para explorar todos eles. E eu não faço a menor ideia de quanto representa essa escala numérica.

Sean Murray, co-fundador da desenvolvedora, disse, ao IGN, que o jogo utiliza um número de 64 bits para gerar todos os planetas no universo. Isso significa que o número total de planetas é de 2 para o poder de 64, ou, vejam só, 18,446,744,073,709,551,616. Agora tente pronunciar isso em voz alta...

Quer explorar tudo? Então seja imortal. Porque isso levaria bilhões de anos!

Nos estágios iniciais de desenvolvimento, No Man’s Sky utilizava um número de 32 bits, que oferecia “apenas” cerca de 4 trilhões de planetas. À época, o executivo disse que o jogador levaria “quatro ou cinco mil anos para ver todos os planetas se gastasse apenas um segundo em cada um”. Ou seja, a escala é absurda.

A decisão por utilizar um número de 64 bits em vez de 32 veio após indagações de jogadores. Muitos alegaram que, em função das limitações tecnológicas, não teria como existir um universo de jogo verdadeiramente infinito. Em resposta a isso, a desenvolvedora utilizou a nova escala, que, agora, exigiria cerca de 5 bilhões de anos para ser completamente explorada.

Teoricamente, portanto, o jogo é infinito, já que nenhum ser humano seria capaz de explorá-lo na íntegra. De acordo com a Hello Games, a missão do jogador, que é largado à beira do universo, é alcançar o centro dele. Isso, na visão da desenvolvedora, exige “inteligência, imaginação e cooperatividade”.

E você, o que acha disso? No Man’s Sky está confirmado para PlayStation 4 e PC  e deve sair em 2015.