Overwatch cresceu e muito desde a primeira vez que colocamos as mãos no game. Ainda em 2014, quando o título foi anunciado bombasticamente na BlizzCon daquele ano, ele tinha o aspecto claro de um jogo ainda em desenvolvimento. Uma demonstração simples, mas que já era capaz de trazer o “sabor” que a Blizzard queria dar para o gênero FPS.

O tempo passou, uma fase de testes abriu e o game apareceu novamente na conferência da Blizzard, dessa vez ainda mais completo e trazendo anúncios para PS4 e Xbox One. O foco do evento, no entanto, estava ainda na versão para PC, e três novos heróis foram revelados para fechar o quadro de 21 guerreiros iniciais que participarão desse tiroteio muito divertido.

Nosso amigo Felipe Gugelmin escreveu recentemente uma prévia sobre as suas impressões gerais do jogo até a fase Closed Beta. Mas, com a recente onda de novidades e com nossa presença na BlizzCon 2015, viemos compartilhar as impressões sobre esses três novos heróis e a estrutura geral deste game que promete um conceito dinâmico às brigas futuristas em equipe.

3... 2... 1... A partida e nossa prévia estão para começar!

A Terra chama novos heróis

7 de novembro de 2015. O cenário é Anaheim, nos Estados Unidos. A sala de testes para a imprensa fervilhava de jornalistas empolgados para testar os três novos guerreiros que estreavam em Overwatch. Mei, D.va e Genji apareceram nos anúncios do evento e prometiam estilos diferentes de batalha, mas conseguir uma oportunidade para jogar com cada um deles foi um pouco difícil entre tantos interessados.

Mas nada que um pouco de vontade não ajudasse. Depois de algumas voltas na fila e algumas partidas interessantes, eis que podemos contar melhor sobre cada um dos personagens logo abaixo.

Mei. Especialista em mecânicas criogênicas, a aventureira chinesa provou que personagens temáticos podem se desenvolver e muito bem no universo de Overwatch. A garota conta com uma pistola capaz de congelar pessoas e criar paredes inteiras de gelo, enquanto uma habilidade defensiva a deixa invulnerável por alguns segundos e recupera sua vida.

Mei assume um papel defensivo muito interessante, bloqueando rotas alternativas para os heróis e atrapalhando a ofensiva adversária. O posicionamento da parede de gelo foi fundamental para, em muitos casos, interromper o avanço de inimigos rápidos ou de ofensiva, principalmente Tracer ou Reaper.

Ela pode se aventurar em lugares mais ousados e congelar personagens distraídos. Isso provou ser muito efetivo quando você avança por atalhos e encontra com um herói frágil na retaguarda do inimigo, principalmente um suporte indefeso como Mercy ou um sniper concentrado na batalha. “Olá Widowmaker, você por aqui?”

No pior dos casos, ela também pode utilizar seu bloco indestrutível de gelo para recuperar toda a sua vida e ficar invulnerável. Mas aí é uma boa hora para pedir resgate aos amigos, principalmente se o time inimigo estiver à sua espera quando a proteção acabar. Ou, se estiver sozinho, gaste seu ultimate para se safar dessa situação, pois a garota solta um drone que congela tudo ao seu redor.

D.va. Apresentada como uma exímia jogadora profissional de StarCraft, Hana Song aproveita toda a sua habilidade nativa dos coreanos para comandar um robô mecanoíde poderoso. Dentro dele, ela é capaz de criar escudos para bloquear tiros e voar para qualquer direção com um dash rápido.

Enquanto comanda o companheiro mecânico, D.va é uma ameaça em potencial para a batalha — principalmente por conta da sua agilidade. Ela está presente constantemente nos tiroteios e pode abusar de uma quantia enorme de pontos de vida e uma regeneração rápida de seus escudos.

Embora seja fácil se gabar do poder da máquina, é preciso controlar sempre sua defesa. Caso a vida chegue a zero, o robô explodirá e a garota terá que saltar fora e usar apenas com uma pistola para sobreviver. Nesse estado, só mesmo uma morte ou um longo tempo de espera é que possibilitará chamar o companheiro de volta.

O ultimate da máquina é a peça fundamental para mostrar o perigo iminente que a heroína aplica no cenário. D.va ejeta do robô e ativa um reator que explode depois de um tempo, causando um verdadeiro estrago a quem está por perto. E acredite em mim: você não está seguro nem a 15 passos de distância dessa máquina em colapso.

Isso permite combinações bem perigosas. Ativar o “jetpack” e a autodestruição logo em seguida joga uma bomba nuclear em direção aos adversários, causando reações engraçadas no campo de batalha. Inimigos e amigos esquecem suas diferenças e todos correm pra bem longe dessa ameaça mortal que sempre pega algum suporte desavisado. Foi mal.

Genji. Irmão de Hanzo e concorrente ao pódio dos personagens mais mortais de Overwatch, esse espadachim lendário faz um estrago completo se jogado da maneira certa. Embora sua vantagem seja em curta distância, ele pode lançar shurikens que causam uma quantia de dano considerável nos inimigos.

Mas a parte divertida está só começando. Ele pode girar sua espada para refletir projéteis e utilizar uma corrida que corta qualquer um em seu caminho. Seu ultimate é monstruoso, invocando um dragão na sua arma que mata automaticamente qualquer um em seu caminho.

Entender as fraquezas de Genji é o ponto essencial nas suas primeiras aventuras. Ele é frágil contra todas as ofensivas pesadas e de longa distância, mas sua movimentação rápida compensa tudo isso.

Passear pelo mapa sorrateiramente trouxe algumas alegrias durante as batalhas, principalmente quando você encontra personagens na retaguarda bobeando com a vida baixa. Uma morte com o dash significa resets gratuitos para essa habilidade, e em poucos segundos você está caminhando como o vento por entre os inimigos e rebatendo os seus projéteis.

Mas é preciso ter muito cuidado com os avanços. Utilizar o “parry” no tempo certo traz uma grande recompensa, mas não são todos os ataques que podem ser refletidos — e isso pode significar a sua morte contra personagens de alto potencial de dano. Mas nem preciso falar a sensação boa que foi refletir um tiro da Widowmaker e matar ela com seu próprio veneno, não é mesmo?

Considerações gerais

Há poucas mecânicas novas em Overwatch com relação ao Beta pré-BlizzCon. Um sistema de nível se mostrou presente, garantindo que você acumule pontos de experiência com os heróis de um modo parecido com o de Heroes of the Storm. Os benefícios disso não foram mostrados ainda, e nem os desenvolvedores comentaram como ele será tratado no futuro próximo.

Em termos gráficos, o jogo continua impecável. Não presenciei nenhum tipo de bug ou glitch desde as minhas primeiras experiências em 2014, mesmo quando muitas magias apareciam na tela para complicar os algoritmos do jogo. As sombras e os detalhes acompanham os jogadores mesmo nos momentos de euforia, reforçando a diversidade de design entre os mapas e personagens.

A jogabilidade continua leve, exigindo doses certas de rapidez apenas em momentos muito específicos — principalmente quando sua vida está em jogo. Há uma variação muito interessante entre os personagens, trazendo mecânicas diferentes de ataque que podem ser aprendidos antes mesmo que a partida comece.

A grande dúvida que persiste é como ela será adaptada para os consoles, mas os desenvolvedores do jogo nos garantiram que a experiência será a mesma.

A interação entre os personagens é realçada em todos os momentos. Um combatente de ataque precisa do suporte quando a situação aperta, e nesse momento de fraqueza o tanque ou o herói de defesa podem criar o espaço necessário para fazer o time avançar.

E é aí que a sinergia traz pontos brilhantes de jogabilidade em equipe, pois Mei pode criar uma parede de gelo para proteger um Bastion enquanto ele está saindo do modo de metralhadora. Ou Reinhardt e D.va podem coordenar os escudos para proteger o avanço da equipe contra os tiros dos snipers inimigos até o próximo checkpoint.

Overwatch está mais rápido e criativo do que nunca. Há pontos de desequilíbrio entre os personagens, mas nós sabemos que essa é uma das finalidades das fases de testes que estão por vir. A diversão e a qualidade ainda estão acima de tudo, e realmente esperamos que você seja um dos sortudos para testá-lo em breve — ainda mais porque este jogo está prometendo agradar gamers com diferentes doses entre descontração e competição.

O TecMundo Games viajou para a BlizzCon 2015 à convite da Blizzard.

Cobertura BlizzCon 2015