Todos os dias, você acessa o BJ para saber tudo o que há de mais quente no universo do entretenimento eletrônico. E nós, obviamente, trabalhamos duro para trazer as novidades mais bombásticas do mundo dos games, atualizando o site com o máximo de conteúdo possível.

Entre as novidades, temos as tão comentadas análises. É nelas que os usuários podem conferir a opinião de uma equipe formada por redatores que levam seu trabalho a sério, com a consciência de que as notas e opiniões do site refletem diretamente na decisão de compra do jogador.

Nós, assim como vocês, somos, acima de tudo, jogadores. E a nossa missão é bem simples: mostrar, por meio de argumentos, se vale a pena investir seu tempo em um determinado jogo. Para isso, concebemos textos e vídeos com todos os detalhes necessários para formar uma fonte verdadeira de informação.

A seguir, você confere detalhes sobre o processo de criação de uma análise, conhecendo os critérios para as notas atribuídas. Além disso, destacamos os principais pontos considerados durante os testes e o desenvolvimento.

Os pilares da avaliação

Tudo sobre os principais pontos das análises

Como vocês devem saber, as análises do novo BJ contam somente com uma nota geral. No entanto, sempre usamos quatro principais critérios para avaliar um game. São eles: Visual, Jogabilidade, Áudio e Diversão. A seguir, você confere os detalhes sobre cada um deles.

  • Visual

No quesito Visual, analisamos a parte gráfica e artística da apresentação geral de um jogo. É aqui que você descobre se um game é visualmente proficiente, oferecendo efeitos, texturas, modelagens e filtros de acordo com o que a plataforma pode providenciar.

Quando um título explora adequadamente os recursos gráficos, sendo bem programado e sem apresentar queda na taxa de quadros por segundo (fps ou Frames Per Second), então ponto para o game.

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Entretanto, aqui temos outro fator extremamente importante: a direção de arte. Se um jogo for “apenas” tecnicamente bom, oferecendo gráficos que utilizam adequadamente os recursos do console, ele ainda pode ser encarado como "visualmente agradável". O motivo é simples: a equipe de desenvolvimento simplesmente não usou a imaginação para a criação de personagens e ambientes, resultando em um título genérico e de beleza apenas superficial. Afinal, não adianta ter bons pincéis e não saber pintar, não é mesmo?

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É importante ressaltar que o visual é sempre avaliado de acordo com a plataforma em questão. Mesmo que alguns consoles contem com um poder semelhante, como é o caso do Xbox One e do PlayStation 4, nós sempre buscamos analisar cada plataforma de maneira isolada. Sendo assim, quando as diferenças existirem e forem significativas, você certamente encontrará relatos detalhados sobre os pontos em comum e as discrepâncias visuais entre as versões.

E a câmera?

Em alguns casos, a câmera pode ser um elemento estritamente visual. Um exemplo disso são jogos em que temos um diretor dirigindo as cenas, como é o caso dos Resident Evil clássicos e do próprio God of War. Aqui, as câmeras são fixas ou movidas de acordo com a proposta do jogo e o jogador não controla a perspectiva.

Entretanto, temos casos em que a câmera é parte integrante da jogabilidade. Quer um exemplo? Em Ninja Gaiden, o jogador deve ser ágil não somente em seus golpes, mas também no controle da câmera, algo que pode influenciar diretamente no resultado das batalhas.

De qualquer forma, a câmera logicamente nunca fica de fora das análises do BJ, seja ela encarada como parte do aspecto visual do game ou como um elemento da jogabilidade.

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  • Jogabilidade

Quanto à Jogabilidade, avaliamos o quão confortável é o esquema de controles do game. Se a resposta é boa e os comandos são devidamente mapeados, ponto para o jogo. Um bom game deve ser intuitivo e fazer com que o jogador esqueça que está segurando um controle, aumentando a sensação de imersão.

Afinal de contas, é praticamente impossível se divertir com algo que conte com um atraso na resposta dos comandos — o famoso delay. Além disso, é importante que as desenvolvedoras já lancem seus jogos com um mapeamento adequado, mesmo que seja possível personalizar os comandos.

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  • Áudio

Quanto ao Áudio, avaliamos o som em geral, desde a trilha sonora até os ruídos que são apresentados pelo game. Consideramos uma trilha boa aquela que é fiel à proposta e à atmosfera do jogo, seja ela licenciada ou feita especialmente para o game. Músicas orquestradas e ricas em detalhes não indicam, necessariamente, uma boa avaliação sonora.

Quanto aos ruídos, notamos a qualidade e o capricho da desenvolvedora ao gravar e utilizar os sons de maneira fiel à proposta do título. Quanto mais sons exclusivamente gravados para o game, normalmente melhor é o resultado (a não ser que esse trabalho de gravação tenha sido feito "de qualquer jeito", obviamente). Um áudio reaproveitado de outro game ou até mesmo de filmes realmente quebra um pouco da imersão e mostra a desatenção da desenvolvedora nesse quesito.

A capacidade de interpretação dos atores, no caso de um jogo dublado (seja em inglês ou em português), também é analisada por nossa equipe. É ideal que as vozes desferidas pelo game sejam as mais convincentes possíveis, algo que aumenta significativamente a envolvência do jogador.

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  • Diversão

Por fim, temos a Diversão, considerada por toda a equipe TecMundo Games como a "pilastra" mais importante. É importante conferir se o jogo oferece uma campanha proveitosa (duradoura ou não) e se há motivos para desfrutar dela novamente. Além disso, a diversão em geral também engloba os modos extras, como o multiplayer, informando tanto a longevidade do game quanto o cumprimento de sua proposta. Se um enredo consegue ser envolvente, mais pontos para a diversão.

E é claro que esse quesito engloba todos os outros três citados anteriormente, não é mesmo?

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A nota

Quanto vale esse game?

Não há uma "ciência exata" por trás de uma análise, mas sim uma representação do pacote completo oferecido pelo jogo. Além disso, é fundamental ressaltar que há diversos pontos subjetivos em uma análise de game, portanto a nota dada pelo BJ é apenas uma referência para nossos leitores.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre as análises, vamos ao sistema de notas:

  • 100 – Supremo

Se você vir um game com este raro número redondamente destacado, então não tenha dúvidas de que estamos falando de um título que é realmente imperdível. Obviamente, não há como se atingir a perfeição em um jogo, mas, dentro dos limites da plataforma-alvo e da época na qual o game foi desenvolvido, um jogo nota 100 traz tudo o que se pode oferecer, seja tecnicamente ou em termos de jogabilidade. O resultado final é uma quantidade absurda de diversão.

Exemplos: Super Mario Galaxy 2

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  • 90 a 99 – Excelente

Um título dentro dessa faixa de notas é altamente recomendado por nossa equipe. Mesmo com algumas pequeníssimas falhas, esse jogo pode agradar não somente os fãs do gênero em que se encaixa, mas também novos jogadores e qualquer um que aprecie video games em geral. Nós sempre recomendamos a compra de títulos dentro dessa faixa de notas.

Exemplos: Gears of War e Braid

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  • 80 a 89 — Ótimo

Jogos classificados como “ótimos” possuem pouco mais qualidades do que defeitos, que não chegam a impedir que o título seja recomendado. Normalmente, jogos com essas notas são ideais para quem é fã do gênero em questão.

Exemplos: Call of Duty: Black Ops e Mortal Kombat

  • 70 a 79 — Bom

Games que recebem entre 70 e 79 são bons, mas possuem problemas relevantes demais.Isso significa que eles têm chances de agradar quem gosta bastante da franquia ou do próprio gênero abordado, mesmo que seus defeitos possam ser notados claramente — normalmente envolvendo bugs técnicos ou muita repetição.  Mesmo assim, aqui você pode encontrar uma boa dose de diversão.

Exemplos: Dungeon Siege III e Brink

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  • 60 a 69 – Regular

Aqui, temos qualidades que ainda aparecem, mas as falhas são ainda mais significativas. Esses jogos podem até valer a pena, mas é necessário tomar cuidado ao jogá-los, pois gamers mais exigentes têm chances de se decepcionar facilmente. Talvez uma locação já seja mais que o recomendado para esses casos.

Exemplos: Red Faction Armageddon e Mount & Blade: With Fire & Sword

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  • 50 a 59 – Fraco

Jogos que se situam nesta faixa possuem pontos fracos que se destacam consideravelmente mais do que suas qualidades. Provavelmente são jogos que não oferecem inovação ou uma proposta realmente criativa. Resumindo: você pode procurar outro game com uma proposta semelhante e provavelmente encontrará algo melhor.

Exemplos: Venetica e Naruto Shippuden: Kizuna Drive

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  • 40 a 49 — Ruim

Algo errado na produção ou uma ideia que devia ser apenas esquecida. Jogos ruins apresentam vários problemas que tornam a experiência frustrante, impedindo o jogador de desfrutar de um game de qualidade. Nesse caso, nenhum dos critérios ponderados pelo BJ é capaz de salvar um conjunto ruim.  

Exemplos: NASCAR The Game 2011  e Kung Fu Rider

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  • 20 a 39 — Vergonhoso

Games assim não apresentam praticamente nada de bom e devem ser deixados de lado, caso você não queira passar vergonha. Anote o nome de um jogo vergonhoso e avise a todos que definitivamente não vale a pena comprar ou sequer alugar o game em questão.

Exemplos: Vampire Rain e Damnation

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  • 0 a 19 — Lixo

Precisa dizer mais? Este tipo de game só tem algo positivo quando o assunto é reciclagem. Talvez jogar frisbee com o disco do jogo seja mais interessante do que perder tempo conhecendo seu conteúdo.

Exemplo: The Destiny of Zorro

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Apenas um guia

Pois quem escolhe o game é você!

Novamente: as análises do BJ são "apenas" fontes de referência feitas por especialistas em video game. É claro que você tem todo o direito de ter uma opinião diferente dos redatores do BJ. Isso vai de acordo com o seu gosto pessoal, sempre.

Gostou do guia? Qualquer dúvida, é só falar!