Após anos de espera, adiamentos, imagens, entrevistas e inúmeros vídeos, estamos, enfim, no mês de lançamento de Horizon: Zero Dawn, que pode representar o suprassumo da Guerrilla Games em sua exímia capacidade de transitar gêneros diferentes e também ser um dos exclusivos mais importantes do PS4.

A Sony e a desenvolvedora têm sido generosas com as informações. Trailers não faltam para justificar o hype que o jogo sustenta nessas últimas semanas; materiais que contaram um pouco sobre a história de Aloy; histórias que apresentaram o berço da heroína e o ambiente que a norteia; relatos sobre o mundo de jogo, que mescla pré-história com robôs colossais; e muito além.

Para saber mais sobre esses e outros detalhes, o TecMundo Games teve a oportunidade de participar de um bate-papo com o diretor-geral da Guerrilla, Herman Hulst, que dissecou, com muita lucidez, os pormenores que todos os fãs de mundo aberto podem esperar de um autêntico jogo do gênero – um título que, na verdade, tem potencial de entregar um novo ícone à marca PlayStation: a protagonista Aloy. E talento feminino não faltou na equipe de desenvolvimento.

Temos mais de 200 pessoas em nossa equipe de desenvolvimento e muitas mulheres trabalhando em núcleos principais de produção

O tempo de desenvolvimento de Horizon é um ponto que merece ser destacado: a ideia foi concebida em 2011. Sim, seis anos atrás! “Crescemos muito ao longo desse período e amadurecemos. Hoje, temos mais de 200 pessoas e muitas mulheres trabalhando em núcleos principais de produção”, contou o diretor.

De shooter para mundo aberto: como faz?

Naturalmente, o panteão do estúdio sentiu a necessidade de contratar novos profissionais para compor uma equipe que, essencialmente, trabalhava com a fórmula de shooters. “Tivemos de contratar uma equipe de quest design porque não havia essa característica nos Killzones”, explicou a nós. “É um sistema diferente, desafiador. Encaramos isso com gosto”, completou.

Os esboços iniciais, na verdade, foram iniciados no final de 2010. “Muitas cosas mudaram desde o começo, mas os pilares principais foram mantidos”, se antecipou o executivo, endossando que “fãs e novatos” são o público-alvo da desenvolvedora.

Se Aloy pode se transformar num ícone no nível de Kratos ou Nathan Drake? Só os jogadores podem decidir isso

Perguntado sobre a possibilidade de explorar a heroína como uma espécie de novo ícone da marca PlayStation, ao estilo mascote mesmo, Hulst foi enfático: “Só os jogadores podem decidir isso. Seria arrogância nossa afirmar algo nesse sentido. Acho que eles vão conhecer a personagem, vão explorar o que o jogo tem, vão sentir a atmosfera da história e do mundo”, respondeu humildemente.

E os 100%? O mundo é aberto mesmo ou separado por seções?

Pergunta tentadora para quem gosta de divagar e dissecar mundos abertos. A resposta à segunda pergunta é sim, o mundo é completamente aberto, você pode ir e vir quando bem entender. Apenas a porção inicial do jogo requer que você circule em uma determinada área do mapa, menor e mais fechada, que se chama “The Embrace”, o berço da heroína, e serve como introdução ao mundo de jogo.

“Uma vez nele, é todo seu. Funciona como qualquer outro mundo aberto, você pode ir e vir, há muitas atividades secundárias e itens para coletar”, adiantou o diretor, para depois aliviar os que adoram gastar centenas de horas num único jogo: “Quer fazer os 100%? Bem, boa sorte com isso”, respondeu aos risos.

Ninguém ficará para trás. O jogo foi pensado para o PS4 original, nem existia o Pro quando Horizon estava sendo desenvolvido. (...) Eu diria que a versão do Pro é mais para os entusiastas de gráficos

O executivo também tratou de tranquilizar os jogadores que eventualmente estiverem preocupados com o desempenho do jogo no PS4 tradicional. Não há nem nunca houve qualquer tipo de downgrade. “Nenhum jogador ficará para trás. O jogo foi pensado para o PS4 original, nem existia o Pro quando Horizon estava sendo desenvolvido. Sim, claro que há um plus. Eu diria que a versão do Pro é mais para os entusiastas de gráficos, para quem busca esse detalhe adicional. Mas o jogo é consistente em qualquer modelo [do PS4]”, explicou.

E o PlayStation VR?

“Gostamos da ideia e da tecnologia, mas não, não foi o foco do projeto. Não pensamos em realidade virtual para Horizon por enquanto”, respondeu o diretor quando perguntado sobre essa possibilidade.

Refletindo sobre a questão colocada, seria interessante – e até ambicioso – caçar dinossauros robóticos em realidade virtual, mas isso, de fato, requer um outro escopo, que certamente enfraqueceria a imersão imaginada pelos criadores desde o começo, lá atrás, há quase 7 anos.

Quase lá!

O TecMundo Games está com o terreno preparado para analisar Horizon: Zero Dawn assim que o game chegar às nossas mãos. O lançamento está agendado para o dia 28 deste mês. No Brasil, a aventura de Aloy chegará totalmente em português ao preço sugerido de R$ 199. Deixe suas expectativas na seção destinada aos comentários, aqui embaixo.