Veio à tona no Twitter na noite da última quarta-feira (31 de agosto) uma política de monetização do YouTube que pode mudar a maneira como conteúdos para a plataforma são produzidos. Existentes desde junho do ano passado, as regras aparentemente só passaram a ser aplicadas recentemente na forma da remoção de propagandas de vídeos considerados “pouco apropriados para anunciantes”.

Entre os motivos pelos quais a política está gerando certa polêmica entre os produtores de conteúdo está o fato de que ela aparentemente é aplicada automaticamente — tal qual os “strikes” que muitos canais recebem por usar conteúdos protegidos. Além disso, muitas pessoas estão vendo vídeos considerados adequados anteriormente tendo sua monetização interrompida sem nenhum aviso prévio.

Segundo o YouTube, os motivos pelos quais um vídeo pode ser considerado “pouco apropriado para anunciantes” incluem a presença de conteúdos sexuais sugestivos, violência (ou machucados graves) e linguagem inapropriada (incluindo assédio, profanidades e termos vulgares). A companhia também se reserva ao direito de proibir que conteúdos que promovem o uso de drogas ou tratem de temas sensíveis (como guerras, conflitos políticos e tragédias naturais) gerem dinheiro para seus produtores.

Esses termos têm incomodado muitas pessoas pela linguagem um tanto vaga usada pela empresa e pela grande abrangência de interpretações que ela permite. Ainda não está claro como isso pode impactar os usuários da plataforma, mas muitos já estão preocupados que a maneira como a empresa interpreta essas regras pode tornar inviável a manutenção de alguns canais bastante populares — em outras palavras, é uma boa ideia pensar duas vezes antes de começar a produzir conteúdos recheados de palavrões ou temas polêmicos caso você queira lucrar com eles futuramente.

O posicionamento do YouTube

Em um email enviado à equipe do TecMundo Games, o YouTube esclareceu que não realizou qualquer mudança em sua política de monetização de vídeos. Segundo a empresa, o que está ocorrendo é somente uma melhor comunicação dos motivos pelos quais alguns vídeos podem ser considerados inadequados.

“As nossas políticas de não monetização de vídeos em relação ao que é adequado para publicidade não mudaram. Porém, para garantir uma melhor comunicação, nós recentemente melhoramos as notificações e o processo de apelação”, afirma a companhia.